Mishpatim, seguindo logo após os Dez Mandamentos, trata
principalmente da Lei Civil. A justaposição do ritual com o mundano
fornece uma percepção esclarecedora do Judaísmo. Vista pela perspectiva
da Torá, não há distinção entre as atividades cerimoniais e mundanas da
vida - ambas devem estar permeadas de santidade e ambas devem ser
cumpridas por completo e com diligência.
Incluídas entre as leis civis discutidas na Porção da Torá estão as
leis relativas ao servo judeu e sua liberdade; penalidades por causar
ferimentos corporais em outra pessoa e por danificar sua propriedade;
leis relativas a vigilantes e tomadores de empréstimo; a mitsvá de
mostrar sensibilidade ao pobre e de oferecer-lhe empréstimos sem juros; e
leis relativas à concessão honesta de justiça.
Após mencionar as mitsvot de Shabat e Shemitá, a porção continua com
uma breve exposição das três festas de peregrinação: Pêssach, Sucot e
Shavuot - e a renovada promessa de D'us de levar o povo judeu à Terra de
Israel. A Torá então retorna à revelação no Monte Sinai. O povo judeu
declara seu compromisso de fazer tudo aquilo que o Criador ordenar, e a
porção conclui com Moshê subindo a montanha, onde permanecerá por
quarenta dias e quarenta noites para receber o restante da Torá.
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