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Parashat Reê - Vede, Veja

Resumo da Parashá

A Parashat Reê Resumida

Na Parashat Reê, Moshê continua a exortar o povo judeu a seguir os caminhos da Torá, e a confiar em D’us. Moshê começa a colocar as mitsvot em perspectiva, sem ambigüidade, declarando que o povo judeu será abençoado se cumprir a Torá, e amaldiçoado se não o fizer.
Ele começa então uma longa revisão de várias mitsvot, compreendendo a maior parte do livro Devarim. Primeiro discute alguns dos mandamentos que são relevantes à iminente conquista da Terra de Israel pelo povo, conclamando-os novamente a remover qualquer vestígio de idolatria. Após ensinar-lhes certos detalhes sobre a oferenda e o consumo de corbanot, sacrifícios, a Torá ordena que o povo judeu se abstenha de imitar as nações que os circundam. A eles é dito que permaneçam atentos aos falsos profetas e outras pessoas que poderiam afastá-los de D’us, e aprendem as leis de uma cidade judaica que tornou-se tão corrupta que a maioria de seus cidadãos sucumbiu à idolatria, recebendo por isso a pena de morte.
A Torá faz uma revisão sobre quais animais são casher, permitidos para consumo, e quais não o são, seguida pelas leis de ma’aser sheni – o segundo "dízimo", que é consumido por seus proprietários, mas apenas na cidade de Jerusalém.
Após ordenar que todas as dívidas sejam canceladas ao final de cada sétimo ano (Shemitah), e que devemos ser calorosos e caridosos com nossos irmãos, a Torá repete as leis relativas ao servo judeu. Ele deve ser libertado incondicionalmente no sétimo ano e coberto de presentes generosos por seu antigo amo.
A Parashat Reê conclui com uma breve descrição das três festas de peregrinação – Pêssach, Shavuot e Sucot – quando todos deveriam ir a Jerusalém e ao Templo com oferendas, para celebrar sua prosperidade.

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Parashat Ekev

No capítulo 10, versículo 16, nos deparamos com um mandamento especial: “Você deve circuncidar o prepúcio de vosso coração.”

Já conhecemos o mandamento da circuncisão, que o Criador ordenou a nosso patriarca Abraão, no capítulo 17 do livro de Bereshit (Gênesis). O comando é repetido no capítulo 12 do livro de Vaicrá (Levítico), após a entrega da Torá ao povo de Israel, fortalecendo e dando um novo valor ao comando.No capítulo 10, versículo 16, nos deparamos com um mandamento especial: “Você deve circuncidar o prepúcio de vosso coração.”

Já conhecemos o mandamento da circuncisão, que o Criador ordenou a nosso patriarca Abraão, no capítulo 17 do livro de Bereshit (Gênesis). O comando é repetido no capítulo 12 do livro de Vaicrá (Levítico), após a entrega da Torá ao povo de Israel, fortalecendo e dando um novo valor ao comando.No capítulo 10, versículo 16, nos deparamos com um mandamento especial: “Você deve circuncidar o prepúcio de vosso coração.”

Já conhecemos o mandamento da circuncisão, que o Criador ordenou a nosso patriarca Abraão, no capítulo 17 do livro de Bereshit (Gênesis). O comando é repetido no capítulo 12 do livro de Vaicrá (Levítico), após a entrega da Torá ao povo de Israel, fortalecendo e dando um novo valor ao comando.

Saindo da superficialidade

A Torá nos retira dessa superficialidade. Possuimos uma alma sobrenatural, com qualidades extraordinárias, capazes de transformar este mundo num paraíso. A Torá não quer que passemos nossos anos em vão, sem perceber a grandeza da obra de D´us no mundo e sem utilizarnos de nosso potencial máximo. Nos colocou nesta vida para “fazer”, para sermos parceiros na criação que deveria funcionar da seguinte maneira: enquanto uns se ocupariam com os aspectos mais materiais, Israel se ocuparia com a parte espiritual. Contudo, com a dupla bênção que o nosso Patriarca Yaacov recebeu, ao “roubar” a bênção de seu perigoso irmão, terminamos como responsáveis em realizar as duas tarefas, trabalhando em todas as facetas da criação.

No discurso de Moshe, pouco antes de entrar na Terra da Profecia, a mensagem é repetida uma e outra vez, a partir de diferentes pontos de vista. Mas este pequeno verso nos passa a mensagem, muito claramente.

Opacidade

Tal expressão também é repetida com relação as árvores, quando, no capítulo 19 de Vaicrá, diz que o fruto das árvores recém-plantadas deverão ser “não circuncisadas” durante os três primeiros anos, no quarto ano será dedicado um cântico especial no templo, e a partir do quinto ano poderão ser consumidas livremente. A tradução desta expressão para o aramaico de “Onkelos” usa uma palavra que significa algo como “opacidade”, que significa que, nestes primeiros anos a fruta não está em suas boas propriedades, está “opaca”. Ou, talvez, que quem a consumir nestes primeiros anos não aproveita seu melhor gosto e a torna ‘opaca’, sendo assim, incapaz de captar o verdadeiro sabor da fruta.

E mais, considerando que as árvores que crescem na Terra Santa possuem propriedades espirituais que não existem nas árvores nos outros lugares do mundo, o não cumprimento das regras que a Torá indica, essas propriedades divinas do produto é perdido ou até mesmo causar um coma que se tornar mais “opaco” para o espiritual.


Amarrado e Desamarrado


Os sábios usam também outra expressão que significa a mesma coisa. Na Mishná e no Talmud usam a expressão “Asur” para o proibido e ‘Mutar’ para o permitido. Seus significados etimológicos são: “amarrado” e “desamarrado”, respectivamente. Em seu significado básico, poderíamos dizer que tal ato está “amarrado” a ordem divina e você não pode fazê-lo, enquanto o outro está “desamarrado” dos laços que o impedem de reazalizá-lo. Os Sábios, de qualquer maneira, fornecem um significado espiritual mais grave, assim como o que vimos com os frutos “não circuncisados”. Por transgredir uma proibição, a pessoa mesma está “amarrando” o pecado em si mesmo.


Como por exemplo, uma dançarina que deve seguir regras rigorosas de dieta e exercícios. Se ela não cumprir com as regras, logo se perceberá as consequencias que está “amarrando” a sua rotina, a impedindo de realizar os movimentos difíceis, que exigem uma barriga lisa e músculos fortes.


Insensibilidade


Um coração “não circuncisado” é um coração insensível as mensagens divinas. Não é capaz de reconhecer a vitalidade espiritual que reside na natureza, mesmo na natureza israelita que é sobrenatural, mais próxima do divino. Não consegue enxergar os avisos que o Criador nos envia diariamente, para ajudar-nos a melhorar nosso comportamento, nem mesmo aqueles que vem explícitamente da boca dos profetas.


O profeta Yechezkel (Ezequiel 44) queixa-se dos sacerdotes que trabalhavam no Templo Sagrado, mas “não eram circuncisados” no coração e até mesmo na carne, menosprezando as instruções divinas da Torá, transformando o Santuário num simples local de trabalho ou, pior, num lugar de magia, sem levar em consideração a preparação física e espiritual que se deve ter para realizar as tarefas importantes do Criador.

O versículo na nossa Parasha continua dizendo “e não endurecerá mais vossa cerviz” (Devarim 10:16). A “cerviz dura” é uma expressão hebraica que se refere a ‘teimosia’, ‘cabeça dura’.

Teimosia em si não é ruim. A necessitamos desesperadamente durante os anos negros da interminável diáspora que passamos, quando não se via neum um único vislumbre de esperança no fim do túnel, enquanto passávamos pela nações hostis da Europa, Ásia e África (mesmo na América Livre, talvez mais lá). “Abandonar seus costumes descoloridos, suas teorias ultrapassadas e seu espiritualismo utópico para se integrar a sociedade moderna” – era o mantra durante os dois mil anos de exílio, nas sociedades que nos rodiavam. Sem a teimosia judaica teriamos desaparecido do palco da história há muito tempo, completamente assimilados, não haveria nem um sobrenome, nem uma relíquia distante de nossa gloriosa singularidade.

O problema começa quando fazemos o uso não correto dessa qualidade preciosa e a usamos para emperrarnos num comportamento “sem sal”, que carece de energia positiva, egoísta e míope.

Vaetchanan - Deuteronômio 3:23-7:11

O paradoxo do povo escolhido
Retirado do livro Mas allá del versículo, do Rabino Eliahu Birnbaum
Pois vós sois um povo santo para o Eterno vosso De’s. O Eterno vosso De’s escolheu-vos por povo Seu entre todos os povos que há sobre a face da terra. O Eterno comprazeu-se convosco e vos escolheu, não porque éreis mais numerosos que os demais povos, na realidade éreis o mais pequeno, mas sim porque o Eterno vos amava e porque quis cumprir o juramento que tinha feito a vossos pais. Por isso vos arrancou da mão do faraó, rei do Egito, redimindo-vos da casa da servidão. Tende em conta, pois, que só o Eterno vosso De’s, um De’s fiel que guarda o Pacto e é piedoso até à milésima geração com quem cumpre os seus mandamentos, e dá o seu merecido aos que o aborrecem… (Deuteronómio 7, 1-10)
Muito se tem escrito sobre a ideia de Israel como povo escolhido (Am Segulá). Em cada geração e até à época atual, esta ideia tem sido objeto de diferentes reflexões.
Algumas vezes por discrepância, outras por evasão; algumas vezes por identificação entusiasta, e muitas vezes pela missão encomendada a toda a Humanidade. Evidentemente, o tema teve explicações cósmicas, históricas, biológicas espirituais, filosóficas e cabalísticas.
Nas diferentes correntes do pensamento judaico existem abordagens que tentam descrever a posição especial que caracteriza o povo de Israel e que o coroa como um povo virtuoso e escolhido.
Há quem argumente que a peculiaridade do povo de Israel emerge de uma virtude que não existe em pessoas não judias. Esta orientação coloca a natureza do indivíduo judeu como algo especial, e considera que o judeu, sem muito esforço nem ações especiais, ao nascer dentro do povo judeu, tem qualidades distintivas. Outros dizem que a peculiaridade do povo de Israel está na dimensão empírica, pois o destino do povo judeu é singular, e não existe nenhum tipo de analogia entre ele e outras nações. Mas o que é particular do povo judeu reside na sua história, que parece ser estranha quando comparada com a história da humanidade.
Há quem veja a essência do povo escolhido em conteúdos, valores e obrigações que transcendem com a sua crença. Segundo esta orientação, não existe nenhuma peculiaridade na natureza do povo; ela reside na sua vida e na sua fé.
Outros opinam que só depois de cumprir com a sua missão redentora é que o povo judeu poderá assumir a sua condição de povo escolhido. O povo de Israel, mesmo no caso de ser o povo escolhido, deve pôr-se a prova, porque a sua eleição não é predestinada. De acordo com esta posição, o povo de Israel deverá consegui-la pelos seus méritos.
O que fica claro, principalmente, é que a eleição do povo judeu não responde a regras de carácter biológico.
O carácter particular do povo de Israel reside na necessidade de entender que De’s o escolheu para o libertar do jugo do Egito, entregou-lhe as tábuas da lei e deu-lhe morada na Terra Prometida. Estes argumentos ratificam a causa da eleição e disposição da Providência para com o povo de Israel entre todos os povos do mundo.
Assim como lemos nesta parashá, não foi por serem numerosos nem pelo seu saber extraordinário, nem pela sua virtude inata ou histórica que o povo foi assinalado entre nós. Foi sim por amor, o amor que oferece uma resposta ao amor divino. Abraão Isaac e Jacob foram devotos de De’s e andaram nos Seus caminhos. Por isso De’s assinou um pacto com eles e prometeu-lhes distinguir os seus descendentes.
Eleição e preferência são uma ação de amor que impõe amor.
Na Bíblia não se observam elogios por parte de De’s ao povo judeu; pelo contrário, os factos que o merecem são acompanhados das críticas mais duras e das zangas mais intensas.
A definição clássica alega que o povo judeu foi escolhido pela sua religião e pela sua cultura, mas, sobretudo, pela sua identidade nacional. A integração de religião e nacionalidade confirmam a sua existência até aos nossos dias.
A ação suprema de De’s evidencia-se no facto de que redimiu os judeus da escravidão dando-lhes a Torá, para que se transformassem num povo venerável com função sacerdotal.
A questão que se refere à influência da missão terrena dos judeus sobre outros povos é um tema de constante discussão. Qual é o conteúdo de uma união e compromisso de tal magnitude? Realizar-se como povo que preenche um objetivo histórico especial: “reinado de sacerdotes e povo consagrado”.
O povo judeu foi designado por De’s para redimir o dia-a-dia a vida do Homem, cumprindo com os mandatos divinos, e sendo zeloso da sua moral e dos preceitos do seu povo.
O desígnio de predestinado está circunscrito à condição de cumprir os mandamentos e a vontade divina, povoando a terra prometida, conseguindo segurança, assegurando esplendor e prosperidade, com liberdade e respeito por todos.
De’s, através da Sua existência, transcende, influenciando o exercício das ações que povo escolhido realiza, restringindo os seus atos nas prescrições bíblicas que o caracterizam. Não está nas suas intenções influenciar outros povos.
De’s, na Sua omnipotência, necessita de um povo pequeno para fazer história, não pela força e pela servidão, mas sim pelo espírito que o acompanha: “não por serem numerosos entre os povos foram escolhidos por De’s, porque vocês são menos.”
Somente um povo que pelos seus atos testemunha a existência infinita de De’s pode ser o povo irrepreensível, digno de ser escolhido.
As explicações atuais ratificam que o povo de Israel não foi investido nem pelo seu conhecimento nem pelo seu credo. Muito pelo contrário, foi designado para que entenda, conheça e creia; para que ao ser escolhido aprenda com a sua história. Pela sua própria comparência perante os desígnios da história, a sua presença testemunha a existência suprema do Todo-poderoso.
Outra conceção manifesta que o povo de Israel foi depositário de uma missão de moral e justiça que redima o mundo.
O processo “pedagógico“ de De’s não se dirigia a todos por igual. A sua intenção é justamente escolher um povo que se transforme num exemplo para todos os povos, para que aprendam com ele e reconheçam o caminho a seguir.
O povo de Israel tem um destino e uma missão comuns.
O destino coloca uma situação predeterminada, sobre a qual não existe domínio. A escravidão no Egito é exemplo de um facto que se impôs ao nosso povo, mas que se transformou num acontecimento de destino coletivo. Pelo contrário, a aliança do monte Sinai marcou o desígnio do povo judeu ao longo de toda sua história.
A Revelação do monte Sinai não se refere a uma aliança anacrónica, válida apenas para a geração do deserto, ou para os judeus de era de Israel nem da época do primeiro e segundo Templos. Sem dúvida, reconhece a consistência nacional de todo o povo judeu, porque o estabelece e o congrega ao redor de um só credo, uma só convicção, uma só cultura e uma única missão.
Rabino Eliahu Birnbaum
Posted on July 26, 2018
Porção Semanal da Torá (Parashat Hashavua)
Tags Parashat Shavua, Porção da Semana, Rabino Eliahu Birnbaum, Shavei Israel, Torá, Vaetchanán

Vaet'chanan continua o relato da Torá sobre o discurso final de Moshê aos Filhos de Israel. Ele diz ao povo que implorou a D'us para permitir-lhe entrar na terra de Israel, mas o Criador recusou seu pedido.
Moshê então continua a exortar e advertir o povo a obedecer à Torá e seus mandamentos, não aumentando nem subtraindo de suas mitsvot. Diz-lhes para lembrarem-se sempre da incrível Revelação que viveram no Monte Sinai, passando aquela memória de geração em geração.
Moshê adverte o povo judeu sobre o prolongado exílio que viverão se abandonarem a Torá, e como D'us ao final os levará de volta à terra de Israel. Após designar as três cidades de refúgio na margem oriental do Rio Jordão, Moshê repete os Dez Mandamentos e ainda descreve a revelação do Criador no Monte Sinai, enquanto ao mesmo tempo continua a admoestar o povo judeu a manter sua observância da Torá.
Moshê ensina-lhes então o primeiro parágrafo do Shemá, a passagem fundamental que recitamos duas vezes ao dia, expressando nossa crença de que D'us é um, e declarando nosso compromisso de amá-Lo e servi-Lo.
Mais uma vez, Moshê exorta o povo a confiar em D'us, permanecer fiel à Torá, e ficar sempre consciente das ciladas da prosperidade e do sucesso.
Após ordenar ao povo judeu que ensine seus filhos sobre o milagroso Êxodo do Egito, a porção conclui com alguns mandamentos adicionais e avisos a respeito da conquista próxima da terra de Israel.
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Parashat Devarim - Palavras - Deuteronômio 1:1-3:22


Esta semana começamos o quinto e último livro da Torá, Devarim (Deuteronômio), conhecido na literatura rabínica como Mishnê Torá, a revisão da Torá. Seu conteúdo foi falado por Moshê ao povo judeu durante as cinco semanas finais de sua vida, enquanto o povo se preparava para entrar na Terra de Israel. Nele, Moshê explica e comenta muitas das mitsvot outorgadas previamente e outras que aqui aparecem pela primeira vez. Ele também os adverte continuamente a permanecer diligentes e fiéis às leis e ensinamentos de D’us.
A Parashat Devarim começa com a velada censura de Moshê, na qual faz referência aos numerosos pecados e rebeliões dos quarenta anos anteriores. Prossegue então relatando vários dos incidentes mais significativos que ocorreram com o povo judeu no deserto, lançando uma luz sobre as narrativas prévias da Torá.
Moshê fala da malograda missão dos espiões: dez dos doze homens enviados para vigiar a terra tinham voltado com um relatório negativo, e devido à falta de fé do povo, D’us condenou toda a nação a vagar por quarenta anos no deserto, tempo durante o qual a geração do êxodo morreu. Moshê então avança para discutir a conquista dos Filhos de Israel da margem leste do Rio Jordão. A Porção da Torá conclui com palavras de encorajamento para o sucessor de Moshê, Yehoshua.


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