Esta semana começamos o quinto e último livro da Torá, Devarim
(Deuteronômio), conhecido na literatura rabínica como Mishnê Torá, a
revisão da Torá. Seu conteúdo foi falado por Moshê ao povo judeu durante
as cinco semanas finais de sua vida, enquanto o povo se preparava para
entrar na Terra de Israel. Nele, Moshê explica e comenta muitas das
mitsvot outorgadas previamente e outras que aqui aparecem pela primeira
vez. Ele também os adverte continuamente a permanecer diligentes e fiéis
às leis e ensinamentos de D’us.
A Parashat Devarim começa com a velada censura de Moshê, na qual faz
referência aos numerosos pecados e rebeliões dos quarenta anos
anteriores. Prossegue então relatando vários dos incidentes mais
significativos que ocorreram com o povo judeu no deserto, lançando uma
luz sobre as narrativas prévias da Torá.
Moshê fala da malograda missão dos espiões: dez dos doze homens
enviados para vigiar a terra tinham voltado com um relatório negativo, e
devido à falta de fé do povo, D’us condenou toda a nação a vagar por
quarenta anos no deserto, tempo durante o qual a geração do êxodo
morreu. Moshê então avança para discutir a conquista dos Filhos de
Israel da margem leste do Rio Jordão. A Porção da Torá conclui com
palavras de encorajamento para o sucessor de Moshê, Yehoshua.
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