A Parashat Vayicrá Resumida
Este Shabat assinala o início da leitura do terceiro livro da Torá,
Sêfer Vayicrá, que trata principalmente dos serviços e responsabilidades
dos Cohanim. Esta (e a próxima) Porção Semanal concentram-se em muitas
das oferendas a serem levadas ao recém-construído Mishcan, Tabernáculo.
A Parashá Vayicrá (Vayicrá 1:1-5:26) começa com D'us chamando Moshê para o Mishcan, onde ele receberá as muitas mitsvot relevantes a serem definitivamente passadas ao povo judeu. A primeira metade da Porção da Torá descreve os vários corbanot, sacrifícios, opcionais trazidos por indivíduos.
Podem ser classificados em três categorias gerais, cada qual dividida em várias graduações de tamanho e custo: o corban olá (oferenda de elevação) que é completamente consumido sobre o altar; o corban minchá (oferenda de refeição) a qual, por causa de seu conteúdo, é geralmente trazido por pessoas de poucos meios; e o corban shelamim (oferenda de paz) parcialmente queimado sobre o altar, com o restante dividido entre os donos e os Cohanim.
A segunda metade da porção discute as oferendas requeridas de chatat (pecado) e ashan (culpa), a serem levadas como expiação por transgressões involuntárias.
Fonte: http://www.pt.chabad.org/A Parashá Vayicrá (Vayicrá 1:1-5:26) começa com D'us chamando Moshê para o Mishcan, onde ele receberá as muitas mitsvot relevantes a serem definitivamente passadas ao povo judeu. A primeira metade da Porção da Torá descreve os vários corbanot, sacrifícios, opcionais trazidos por indivíduos.
Podem ser classificados em três categorias gerais, cada qual dividida em várias graduações de tamanho e custo: o corban olá (oferenda de elevação) que é completamente consumido sobre o altar; o corban minchá (oferenda de refeição) a qual, por causa de seu conteúdo, é geralmente trazido por pessoas de poucos meios; e o corban shelamim (oferenda de paz) parcialmente queimado sobre o altar, com o restante dividido entre os donos e os Cohanim.
A segunda metade da porção discute as oferendas requeridas de chatat (pecado) e ashan (culpa), a serem levadas como expiação por transgressões involuntárias.
Vayikrah e o primeiro sacrifício
O
começo do livro de Levítico pode até parecer um tanto desagradável,
falando dos tipos de sacrifícios, mas especialmente os que representavam
a expiação dos pecados dos homens. Ninguém gosta de falar sobre seus
erros, sobre pecados, mas a verdade é que todos precisamos nos sentir
perdoados. Não por acaso já vimos muitas cenas de filmes, novelas e da
vida real de pessoas que, nos últimos momentos da vida, no leito de
morte, pedem perdão a parentes, se arrependem de erros cometidos, etc...
Mas quais foram os primeiros sacrifícios?
Lá,
com Adão e Eva a Torah declara que eles estavam nus e não se
envergonhavam (Gn 2:25) Não se envergonhavam porque não tinham feito
nada de errado, e por isso andavam nus, sem pecado, sem necessidade de
se esconderem. Tão logo pecaram, sentiram necessidade de se cobrirem (Gn
3:7) e fizeram uma "roupa" com filhas de figueira. Esqueçamos por um
momento a nudez física e os trajes de folhas, mas pensando um pouco mais
adiante... toda vez que erramos, nos cobrimos de vergonha, nos
escondemos. E isso foi o que eles fizeram, mas uma roupa de figueira não
era a cobertura ideal. Mas o que isso tem a ver com sacrifícios de
pecados?
A atitude do Eterno, ao protegê-los, cobrindo suas
vergonhas. Em Gn 3:21 lemos: “E fez o Senhor D-us a Adão e a sua mulher
túnicas de peles e os vestiu.” Com a túnica de peles, que veio de um
sacrifício de animal, HaShem cobre a vergonha deles.
O Eterno
não deseja que estejamos envergonhados para sempre, e Ele providenciou o
meio pelo qual podemos ter nossa vergonha pelo pecado coberta. Depende
somente de nós aceitarmos essa cobertura e proteção que Ele nos
proporciona, assim como depende só de nós querermos ficar encobrindo
nossos pecados com folhas de figueira. O sacrifício já foi feito, basta a
coragem de buscarmos nos cobrir com ele e assim nos livrarmos do peso
da culpa e de ficarmos muitas vezes, como Adão e Eva, nos escondendo do
Eterno.
Estamos chegando no Seder, no Pessach, é hora de
sairmos da escravidão e da prisão do pecado para a liberdade, passando
pelo sangue do Cordeiro de D-us, e colocando-o sobre as vergas das
portas. É como eu digo muitas vezes: Errar, todo mundo erra, a diferença
entre as pessoas está no que ela faz depois do erro cometido. Buscar o
perdão divino ou ficar se escondendo. Entenda o que significa o
sacrifício pela expiação de pecados e sinta-se abrigado pelo Perdão que
só HaShem é capaz de nos proporcionar.









