E
falou o Eterno a Moises, dizendo: “Quando receberes a soma dos filhos
de Israel, conforme seu numero, dará cada um o resgate de sua alma ao
Eterno, ao contá-los, e não haverá neles mortandade ao contá-los.”
Shemot 30:11
Se
alguém nos perguntar qual é o nosso valor, com certeza iremos responder
que custamos um valor infinito; fazemos de tudo para nos manter vivo ou
mantermos com a liberdade. Não existe um preço para nos vendermos por
resto da vida, mesmo que alguém oferecesse um prédio arranha céu cheio
de jóias preciosas, pois nada adiantaria tais coisas sem a liberdade de
usufruir a vida. Sabemos que tanto o pobre e o rico não existem
diferença de preço para o Eterno, pois ambos foram criados pela mesma
matéria, pó. Mas como pode de uma “vil” matéria ser criado algo tão
sublime e extraordinário de tamanha grandeza que é o ser humano? O seu
valor está expressivo na semelhança Daquele que o criou, jamais no
aspecto físico, portanto o homem que não leva consigo a semelhança de
caráter do seu Criador o seu valor é o pó eterno justamente de onde
originou. Ao passo que, de outra matéria mais valorosa foi forjado um
objeto que se tornou tão vil e ordinário! O famoso bezerro de ouro, que
para mostrar o seu valor na semelhança do homem sem o Eterno foi
transformado em pó e desfeito para sempre. Acredito que, o objeto em si
valia muito, mas o tornaram profano, cujo propósito era adoração. As
coisas poderão ser preciosas e úteis para nossa vida se realmente
sabermos usufruí-las, pelo contrário será para nossa destruição.
Mas será que boa parte da humanidade está se vendendo por coisas perecíveis, pensando
que está ganhando o melhor da vida? Será que está dando mais valor
aquilo que logo se transformará em pó do que as coisas eternas? O Eterno
apenas exige de nós um pequeno preço, a renúncia, porque a parte mais
complicada e custosa alguém fez por nós, neste caso foi a morte de um
Tsadic (Justo), Yeshua Hamashiach (Jesus o Messias), portanto a recusa
de querermos nos resgatar custará muito caro, será paga por nossa
própria vida. Aquele que não quiser perder a sua vida neste mundo de
qualquer forma perdê-la-á . Meditando um pouco naquele episódio da
matança dos que insistiram na adoração ao bezerro de ouro, esse fato nos
ensina que devemos está preparados para nos desassociar (desligar) de
todos aqueles, mesmo que os amamos, mas estão sendo obstáculos à nossa
servidão, não estou falando aqui de matar alguém, mas sim de nos afastar
para termos a liberdade de escolher o lado de Moises, fiel
representante da Torá, mas para tomar essa decisão é necessária
primeiramente a direção divina.
Infelizmente
o homem busca muitos obstáculos ou tentar complicar as coisas para não
obedecer aos mandamentos do Eterno e termina se complicando; um dos
mandamentos citado nesta parashá foi o shabat (sábado), por trás desse
mandamento o Eterno quer nos dizer que deveremos deixar o “bezerro de
ouro” fora da nossa vida e nos apegar a devoção a Torá, pois vale mais
que o ouro refinado.
“Por isso amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino.” Sl. 119:127
A
Shechiná (Presença do Eterno) estará em nosso meio se realmente
deixarmos de lado toda desculpa, para servi-Lo fielmente; sabemos que
não é fácil, devido o sistema tão corrupto, mas o segredo da busca da
verdadeira liberdade não está ligado a falta de dificuldades, mas sim na
confiança que o Eterno nos apoiará mediante aos grandes desafios
dificultosos que teremos nesta longa jornada.
Desejo-vos um shabat shalom (sábado de paz)!








