Festas Judaicas (Chaguim)
Purim
O que Aconteceu em Purim?
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Purim aconteceu há aproximadamente 2.368 anos atrás em um lugar chamado
Shushan (Susa), o Irã dos dias de hoje. O rei da Pérsia, naquela época,
Ahasuerus II, estava comemorando o seu 3o. reinado e ofereceu um grande
banquete. Durante o banquete, ele ordenou que sua rainha Vashti se
apresentasse antes dele para mostrar a todos a sua beleza. Ela se
recusou a ir e foi morta por ele.
O rei entrou numa depressão profunda, até que ouviu a sugestão dos
seus conselheiros e ordenou que todas as mulheres solteiras fossem
levadas para a capital de Shushan. De todas elas, o rei escolheu uma que
se chamava Esther, que era judia. Esther também era prima de um homem
chamado Mordechai, que a aconselhou a não contar para o rei sobre suas
origens.
Enquanto isso, Mordechai circulava pelo palácio cuidando de Esther.
Um dia ele escutou, por um acaso, um plano para matar o rei. Ele contou
para Esther, e ela por sua vez, contou ao rei. O rei investigou e matou
os dois conspiradores. Desta forma, Mordechai tornou-se protegido pelo
rei.
Porém, havia um homem muito ruim chamado Haman. Apresentava-se como
um fiel escudeiro do rei. Ahasuerus o promoveu ao posto mais alto do
reinado. De acordo com a lei, todos deveriam curvar-se diante de Haman
quando o mesmo passasse. Mordechai, um judeu orgulhoso, recusou-se a
curvar-se diante de qualquer ser humano. Haman ficou transtornado.
Queria livrar-se de Mordechai e todo o seu povo. Bêbado, ofereceu ao rei
10.000 talents de prata (na época o valor de um talent era
aproximadamente 20 a 150 libras) pelo direito de matar os judeus.
Sem explicação, o rei concordou. O rei assinou um decreto convocando
a todos para destruir, matar e aniquilar todos os Judeus, homens,
mulheres e crianças, em apenas um dia - o 13o dia do mês de Adar. (Haman
escolheu esse dia por meio de uma loteria, um sorteio na Pérsia, daí
"Purim".)
Mordechai rasgou seus trajes em sinal de luto. Todos os judeus da
terra ficaram de luto. Eles se voltaram a D'us e rezaram. Eles mostravam
uma força extraordinária para encarar esse desafio:ninguém optou por
abandonar sua fé para salvar a própria pele. Eles permaneceriam Judeus e
enfrentariam as conseqüências.
Após dedicar-se ao lado espiritual do problema ? jejuando e rezando ?
Mordechai voltou-se ao físico, e preparou uma embarcação natural para a
salvação de D'us. Ele enviou uma mensagem para a rainha fazer algo
rapidamente. Esther tinha medo de ir até o rei sem ser chamada, porque
se o rei estivesse de mau humor poderia matá-la por ter aparecido sem
ser convidada. Mordechai disse-lhe para seguir em frente. Ela foi, e
pediu ao rei para acompanhá-la junto de Haman na festa. Chegando lá
Esther os convidou para uma outra festa.
Na noite antes desta segunda festa, o rei não conseguia dormir. (Ele
estava paranóico com o crescente poder de Haman e a proximidade dele
com a rainha.) Seus servos liam uma história do seu livro de crônicas
sobre o incidente em que Mordechai salvou a vida do rei. O rei desejava
recompensá-lo, e perguntou para Haman (que estava justamente no pátio do
palácio só esperando uma oportunidade para falar com o rei sobre seu
plano de enforcar Mordechai) o que deveria ser feito para um homem que o
rei desejasse honrar? Haman supôs que o rei estava se referindo a sua
pessoa, e sugeriu que esta pessoa usasse as vestimentas reais, e fosse
conduzida pela cidade montada num cavalo real. O rei disse para Haman
fazer exatamente isso com Mordechai. Haman levou Mordechai por toda a
cidade e voltou humilhado e acabado para casa.
Na segunda festa Esther contou ao rei que Haman desejava destruir
ela e seu povo. Foi a primeira vez que ela revelou a sua origem. O rei
ficou enfurecido e pendurou Haman no mesmo galho que ele tinha preparado
para Mordechai.
Esther então pediu ao rei enviar um comunicado dizendo que os Judeus
poderiam se defender até o 13o. dia de Adar. (Ele não poderia revogar
um decreto real, pois uma vez publicado não se podia rompê-lo ou voltar
atrás.)
Os judeus lutaram contra seus inimigos e venceram. Eles
estabeleceram a data de 14 de Adar, como o dia em que descansaram da
batalha e saborearam o gosto da vitória, sendo assim, um dia de
comemoração para as futuras gerações.
Purim é muito mais do que uma dramática história verídica. Enquanto
tratamos externamente de uma celebração étnica, Purim traz consigo um
significado espiritual muito mais elevado?a restauração da identidade
espiritual do povo Judeu. Na época da história de Purim, todos os Judeus
do mundo usufruíam do super poder contemporâneo, o Império Persa, que
se estendeu da Índia à Etiópia. Eles eram os médicos e juízes naqueles
dias. Eles eram bem sucedidos e muito orgulhosos do seu êxito.
Identificavam-se com o povo que os recebeu, enquadraram- se nessa
sociedade, ascenderam socialmente no pico da pirâmide social, eram
Persas. Mas de alguma forma se esqueceram de D'us. Quando o prestígio,
posição e poder falharam diante do ódio de Haman, mesmo quando sua
própria irmã almoçou no palácio com seu maior malfeitor, eles dirigiram
todas suas esperanças para o Céu e apressaram-se em voltar para os
braços abertos do seu Pai. O renascimento espiritual resultante não só
revigorou e revolucionou a sociedade judaica, que poucos anos depois, o
Segundo Templo foi construído e os 70 anos de Exílio Persa chegaram ao
fim.
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Fonte: Traduzido e Adaptado por Simone R. Kertsman | | |
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