Rosh Hashanah (ano novo judaico) é comemorado no 1º dia de Tishrei,
neste ano o rosh Hashanah cairá no dia 29 de setembro, tendo inicio ao
por do sol do dia 28. O mês de Tishrei é o sétimo no calendário judaico
religioso. Isso pode parecer estranho, pois Rosh Hashaná, o Novo Ano, é
no primeiro e segundo dia de Tishrei. A razão é que a Torá fez o mês de
Nissan o primeiro do ano, para enfatizar a importância histórica da
libertação do Egito, que aconteceu no décimo quinto dia daquele mês, e
que assinalou o nascimento de nossa nação. Entretanto, de acordo com a
tradição, o mundo foi criado em Tishrei, ou mais exatamente, Adam (Adão)
e Chava (Eva) foram criados no primeiro dia de Tishrei, que foi o sexto
dia da Criação, e é a partir deste mês que o ciclo anual se inicia. Por
isso, Rosh Hashaná é celebrado nesta época. Um componente importante da
preparação de Rosh Hashaná é pedir perdão às pessoas que ofendemos,
desonramos ou com as quais não agimos da maneira correta durante o ano
anterior. Da melhor forma possível, queremos começar o ano com um estado
de alma limpa e sem que ninguém guarde nenhum rancor contra nós. As
pessoas também devem agir rapidamente perdoando àqueles que as ofenderam
ou não as trataram corretamente.
Há doze meses no ano, e há doze Tribos em Israel. Cada mês do ano judaico tem sua Tribo representativa. O mês de Tishrei é o mês da Tribo de Dan. Isto tem um significado simbólico,
pois
quando Dan nasceu, sua mãe Lea disse: "D'us julgou-me e também atendeu à
minha voz." Dan e Din (Yom HaDin, Dia do Julgamento) são ambos
derivados da mesma raiz, simbolizando que Tishrei é a época do
Julgamento Divino e do perdão. O mazal de Tishrei é a Balança. Este é o
símbolo do Dia do Julgamento, quando D'us pesa as boas e as más ações do
ser humano. “Que você seja inscrito no Livro da Vida” Esta é a saudação
usual durante esse período, e acredita-se que, em Rosh Hashaná, o
destino da humanidade seja registrado por D-us no Livro da Vida. No Yom Kipur, o livro é fechado e lacrado.
Há doze meses no ano, e há doze Tribos em Israel. Cada mês do ano judaico tem sua Tribo representativa. O mês de Tishrei é o mês da Tribo de Dan. Isto tem um significado simbólico,
“O SHOFAR”
O shofar é um dos instrumentos de sopro mais antigos usados pelo homem. Somente a flauta do pastor – chamada Ugav, na Bíblia – o iguala em idade (de acordo com algumas opi-niões), mas não tem função no serviço Divino nos dias de hoje. O shofar, porém, é o mesmo que aquele usado há milhares de anos. Durante a história da humanidade foram inventados instrumentos novos,
abandonados os velhos e somente nos museus poderemos encontrar uma
flauta antiga. Não é digno de admiração que ainda nos apeguemos ao
antigo shofar? O shofar não produz sons delicados como o clarim moderno,
a trombeta ou outro instrumento de sopro. Para nós, o shofar não é um
instrumento "musical"; não é usado por prazer ou divertimento. Longe
disto; tem um sentido muito mais profundo. É um chamado para o
arrependimento, avisando a chegada dos Dez Dias de Arrependimento, que
começam com Rosh Hashaná e culminam com Yom Kipur. Nos tempos antigos, o
shofar era usado em ocasiões solenes. A palavra shofar é mencionada
pela primeira vez em conexão à Revelação Divina no Monte Sinai, quando
"a voz do shofar era por demais forte e todo o povo do acampamento
tremeu". Assim, o shofar em Rosh Hashaná deve nos lembrar a aceitação da
Torá e nossas obrigações decorrentes de suas Leis.“ALIMENTOS SIMBÓLICOS”
Maçã
- Mergulhamos uma fatia de maçã doce no mel, recitamos a bênção da
fruta (Borê Peri Haêts) e falamos: "Yehi ratson milefanêcha shetechedêsh
alênu shaná tová umetucá"."Que seja da Tua vontade renovar para nós um ano bom e doce ".
Mel
- O valor numérico da palavra "dvash" (mel) equivale ao valor de "Av
Ha'Rachamim" (Pai Misericordioso): assim o mel representa a esperança de
que a sentença decretada pelo Supremo Juiz seja amenizada pela Sua
compaixão
Chalot
- As chalot servidas em Rosh Hashaná são redondas, símbolo de
continuidade e eternidade, como o círculo que não tem começo nem fim;
sem ângulos, nem arestas, um pedido para um ano sem conflitos.
Costuma-se mergulhar o pão no mel em vez do sal habitual, em todas as
refeições desde Rosh Hashaná até o sétimo dia de Sucot. 







