Proteína que pode combater efeito das drogas
Ratos
de um laboratório israelense receberam doses de cocaína até ficarem
dependentes da droga. Ao menor estímulo, explica Rami Yaka, coordenador
da pesquisa, eles voltavam para buscar uma nova dose, mesmo depois de um
longo período de abstinência - exatamente como acontece com seres
humanos. Tudo porque a memória do prazer provocado pela experiência fica
guardada em uma região do cérebro, conhecida como “Núcleo Acumbens”.
Assim,
90% dos usuários têm uma recaída logo no primeiro ano. Mas a equipe da
Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu que, ao injetar uma
proteína conhecida como “ZIP” diretamente em células da região que
controla o prazer, aconteceu algo surpreendente com os ratos: eles
simplesmente passaram a ignorar a droga. Eles não respondiam mais aos
estímulos. A sensação de prazer desapareceu e eles ficaram livres da
cocaína.
Os
especialistas acreditam que a mesma proteína que apaga a memória,
associada ao uso de drogas, pode acabar apagando, também, a memória
ligada ao prazer do sexo e da comida. Mas o fato é que o cérebro não
perde a capacidade de continuar acumulando novas memórias ligadas ao
prazer. “Se você salva a vida de um dependente químico”, diz Yaka, “pouco importa, se ele não lembra dessas experiências”. Para ele, a pessoa pode reaprender a ter prazer. E o importante é que ela sobreviveu ao vício.
Fonte: (Jornal ALEF (Israel e o mundo judaico): http://www.jornalalef.com.br)








